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2026
Execução Orçamentária do Governo Federal
Despesas pagas por função, ministério, grupo de despesa e principais favorecidos · 2022 a 2026. Fonte: Portal da Transparência · CGU / SIAFI
Este painel apresenta os dados de execução das despesas públicas federais de 2022 a 2026, organizados por área de atuação, ministério, grupo de despesa e principais beneficiários dos recursos. Os valores correspondem ao total efetivamente pago em cada exercício fiscal — excluindo valores apenas empenhados ou liquidados.
A análise desses dados revela como o governo federal distribui seus gastos e quais são as prioridades reais do orçamento. Em 2025, foram pagos R$ 4,85 trilhões — equivalente a aproximadamente 46% do PIB brasileiro. Para contexto e base legal, consulte o guia de despesas públicas.
Em 2025, o governo federal pagou R$ 2,13 trilhões apenas com amortização e juros da dívida (R$ 1,77 tri + R$ 363 bi), contra R$ 1,02 tri de Previdência, R$ 284 bi de Assistência Social, R$ 216 bi de Saúde e R$ 161 bi de Educação — somados, todos esses serviços totalizam R$ 1,68 tri, ainda inferior ao custo da dívida. Esse desequilíbrio estrutural é o principal debate fiscal brasileiro.
Áreas finalísticas por função 2025 · R$ 2,04 tri
Estágios de execução 2026 parcial · Jan–Abr
Empenhado — reserva feita no orçamento. Liquidado — bem entregue ou serviço prestado. Pago — dinheiro efetivamente transferido.
| Estágio | Valor | % do orçamento |
|---|---|---|
| Orçamento atualizado | R$ 6,25 tri | 100% |
| Empenhado | R$ 3,05 tri | 48,7% |
| Liquidado | R$ 1,80 tri | 28,8% |
| Pago (ano corrente) | R$ 1,78 tri | 28,5% |
| Pago (+ restos a pagar) | R$ 1,97 tri | — |
Restos a pagar pagos em 2026: R$ 188,9 bi (compromissos de anos anteriores). Inscrições em RAP de 2025: R$ 385,4 bi.
Evolução das despesas por área de atuação — 2022 a 2026
| Função | 2022 | 2023 | 2024 | 2025 | Var. 22→25 |
|---|---|---|---|---|---|
| Previdência Social | R$ 824,0 bi | R$ 896,6 bi | R$ 965,3 bi | R$ 1,02 tri | +23,2% |
| Assistência Social | R$ 193,5 bi | R$ 261,3 bi | R$ 278,2 bi | R$ 283,8 bi | +46,7% |
| Saúde | R$ 136,9 bi | R$ 161,2 bi | R$ 193,5 bi | R$ 216,0 bi | +57,8% |
| Educação | R$ 109,8 bi | R$ 129,5 bi | R$ 137,0 bi | R$ 160,8 bi | +46,4% |
| Trabalho | R$ 92,6 bi | R$ 95,5 bi | R$ 108,9 bi | R$ 115,8 bi | +25,0% |
| Total áreas finalísticas | R$ 1,53 tri | R$ 1,73 tri | R$ 1,89 tri | R$ 2,04 tri | +33,4% |
| Total geral (pago) | R$ 3,93 tri | R$ 4,14 tri | R$ 4,49 tri | R$ 4,85 tri | +23,4% |
* Áreas finalísticas excluem Encargos Especiais (dívida pública, transferências constitucionais). A Saúde foi a função com maior crescimento proporcional no período (+57,8%), seguida de Assistência Social (+46,7%).
Para onde vai o dinheiro? grupos de despesa · 2025
Ministérios com maior despesa 2025
* O Ministério da Fazenda inclui todo o serviço da dívida pública e transferências constitucionais, o que explica sua participação dominante.
Os 10 maiores favorecidos do orçamento federal 2025 · por que são todos bancos?
Os bancos públicos e privados aparecem como os maiores recebedores de recursos federais porque intermediam pagamentos, não porque ficam com o dinheiro. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal processam o pagamento do Bolsa Família, BPC, seguro-desemprego e folha de servidores. O BNDES recebe aportes para crédito produtivo. Os bancos privados (Santander, Itaú, C6, BMG) operam crédito consignado para servidores e aposentados — o governo paga o benefício previdenciário e o banco retém a parcela do empréstimo contratado pelo beneficiário.
| # | Favorecido | 2025 | 2024 | 2023 | 2022 |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Banco do Brasil | R$ 160,4 bi | R$ 128,9 bi | R$ 119,7 bi | R$ 108,5 bi |
| 2 | Caixa Econômica Federal | R$ 127,2 bi | R$ 116,2 bi | R$ 102,1 bi | R$ 98,5 bi |
| 3 | BNDES | R$ 50,2 bi | R$ 45,5 bi | R$ 31,3 bi | R$ 29,8 bi |
| 4 | Banco Santander Brasil | R$ 18,1 bi | R$ 15,5 bi | R$ 14,0 bi | R$ 10,9 bi |
| 5 | Itaú Unibanco | R$ 15,2 bi | R$ 13,3 bi | R$ 12,5 bi | R$ 9,0 bi |
| 6 | FINEP | R$ 9,8 bi | R$ 7,0 bi | R$ 5,5 bi | — |
* BB 2025 inclui dois CNPJs distintos (R$ 134 bi + R$ 26,4 bi). FINEP = Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao MCTI. Fonte: Portal da Transparência · CGU.
Restos a pagar — o "orçamento invisível"
Os restos a pagar (RAP) são despesas empenhadas em um exercício mas pagas no seguinte. Representam compromissos legalmente assumidos que "sobram" para o próximo orçamento — criando um passivo que se acumula ano a ano.
Em 2024, foram inscritos R$ 607 bilhões em restos a pagar — o maior valor do período analisado, mais que o dobro dos R$ 277 bi de 2022. Isso significa que quase 13% do orçamento de 2024 foi transferido para 2025 pagar.
O crescimento dos RAP é um indicador de pressão fiscal: sugere que o governo vem assumindo compromissos acima da capacidade de execução dentro do próprio exercício.
| Ano base | RAP inscrito | RAP pago no ano seg. | Cancelado |
|---|---|---|---|
| 2025 parcial | R$ 385,4 bi | — | — |
| 2024 | R$ 607,3 bi | R$ 226,4 bi | R$ 13,9 bi |
| 2023 | R$ 277,4 bi | R$ 199,1 bi | R$ 19,9 bi |
| 2022 | R$ 500,3 bi | R$ 179,9 bi | R$ 15,2 bi |
| 2021 | R$ 690,7 bi | R$ 155,9 bi | R$ 16,2 bi |